fevereiro 24, 2026

Zero Trust: por que a identidade é o novo perímetro de segurança 

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Zero Trust (Confiança Zero) é um modelo estratégico de segurança que parte de um princípio direto: nenhuma identidade, dispositivo ou sessão deve ser considerada confiável por padrão, esteja dentro ou fora da rede corporativa. 

Em um cenário de trabalho híbrido, cloud e múltiplos acessos remotos, o perímetro tradicional deixou de existir. As “paredes do escritório” não protegem mais os sistemas. Nesse contexto, a identidade assume o papel de novo perímetro de segurança

O que é Zero Trust 

Zero Trust é uma abordagem de segurança que exige verificação contínuacontrole de acesso baseado em contexto e menor privilégio para cada interação digital. 

Na prática, isso significa que: 

  • todo acesso é avaliado individualmente;
  • confiança não é herdada por localização ou rede;
  • decisões de acesso consideram identidade, dispositivo, contexto e risco;
  • o acesso pode ser ajustado ou revogado a qualquer momento. 

Para que serve o Zero Trust nas empresas 

Eliminar a confiança implícita 

Em modelos tradicionais, estar “dentro da rede” já concedia confiança. O Zero Trust elimina essa premissa: cada acesso deve ser autenticado e autorizado, independentemente de onde o usuário esteja. 

Microsegmentação 

A microsegmentação divide ambientes em zonas menores e controladas, reduzindo a capacidade de movimentação lateral de um invasor. Mesmo com uma identidade comprometida, o impacto é limitado. 

Visibilidade e controle de acessos 

Zero Trust fornece visibilidade clara sobre: 

  • quem acessa; 
  • o que acessa; 
  • quando acessa; 
  • de onde acessa. 

Isso permite decisões mais precisas e rastreáveis. 

Proteção consistente em ambientes cloud 

Em infraestruturas descentralizadas, o Zero Trust garante que políticas de segurança sejam aplicadas de forma uniforme, independentemente do provedor ou localização. 

Zero Trust e cibersegurança: qual é a conexão? 

O Zero Trust é uma evolução do conceito de defesa em profundidade. Ele não substitui controles existentes, mas os reorganiza em torno da identidade. 

Nesse modelo: 

Mesmo que uma identidade seja invadida, o dano potencial é contido por design

Princípios fundamentais do Zero Trust 

Nunca confiar, sempre verificar 

Cada solicitação de acesso passa por autenticação e autorização contínuas, não apenas no login inicial. 

Privilégio mínimo 

O acesso concedido é estritamente necessário, preferencialmente temporário (Just-in-Time), reduzindo exposição. 

Assumir a violação 

O modelo parte do pressuposto de que falhas podem acontecer. Sistemas são desenhados para detectar rapidamente e limitar o impacto de um comprometimento. 

A resiliência começa na identidade 

Adotar Zero Trust vai além da aquisição de ferramentas. É uma mudança de mentalidade, onde identidade, acesso e contexto se tornam o centro da estratégia de segurança. 

Quando bem implementado, o Zero Trust prepara a organização para ameaças modernas, reduz dependência de perímetros frágeis e cria uma postura de segurança mais resiliente, adaptável e alinhada ao negócio

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